Enquanto professora rapidamente percebi que não conseguia chegar a todos os alunos usando a mesma linguagem.

Eu explicava as coisas com determinadas palavras e se havia crianças que me entendiam imediatamente, para outras (uma minoria) era como se eu tivesse falado chinês.

Podia deixá-las para trás? Podia, mas não era a mesma coisa.

Todos os meus alunos tinham que entender a matéria antes de avançar. E eu queria fazê-lo rapidamente e de forma eficaz, o que me levou a outro problema: a falta de autoconfiança d@ alun@.

Ok. Tinha dois problemas urgentes e que tinha que resolver em simultâneo.

Fiz formação em diversas áreas: PNL, Coaching, Eneagrama, CNV, Meditação, etc, etc, etc…

Diariamente fui estimulando a autoconfiança de cada um e falando com eles, da forma como cada um entendia.

Pode parecer-te estranho, mas nós temos sistemas internos de aprendizagem que diferem entre nós e que nos permitem aprender melhor de uma maneira do que outra. Uns preferem ver, outros ouvir, outros mexer e sentir; mas este tema fica para outro artigo mais à frente.

Durante o meu processo de aprendizagem – que durou anos – fui implementando constantemente o que aprendia a todas as pessoas com quem me cruzava e fui tendo o prazer de assistir a transformações B-R-U-T-A-I-S na vida de cada alun@.

Até que um dia me apercebi que para chegar ao máximo de crianças possíveis, teria que encontrar ajudantes. E foi daí que surgiu o meu projeto de trabalhar com escolas e colégios. Só que no meio, apaixonei-me ainda mais pelas pessoas adultas.

Ganhei consciência que cada adulto precisa de muitas destas ferramentas internas que estava a proporcionar às crianças. Todos nós guardamos memórias de infância (mesmo as positivas) que influenciam as nossas decisões, crenças, convicções e valores.

Foi daí que decidi que quero ajudar pessoas. Simples assim: Pessoas! Todas aquelas que quiserem ser mais, que quiserem crescer, desenvolver-se e criar relações mais coesas, mais saudáveis, com menos conflitos, com uma comunicação mais calma e positiva.

É o lembrar-me deste porquê todos os dias que me faz levantar da cama, trabalhar em horários malucos, testar, esbarrar-me e voltar a levantar-me.

Afinal de contas, TODOS comunicamos, lideramos e motivamos.

A diferença é termos (ou não) consciência disso.

Tu tens?

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